02Nov 2012

As reações de uma opinião

Posted by at in Comportamento, Geral, Moda

Os blogs se propagaram, conquistaram seu lugar na mídia e, o que deveria inflamar a internet com opiniões sinceras e criticas construtivas, acabou nos inserindo em uma zona de conforto repleta de diplomacias. As criticas das coleções foram substituídas por descrições, as opiniões são sempre positivas e o que não agradar é jogado para debaixo dos panos, afinal, já pensou que sufoco você falar mal de uma marca e depois ser convidada à viajar patrocinado por ela? Melhor não arriscar. Mas ainda há quem tenha independência e credibilidade para falar o que realmente acha e, com isso, esquentar os ânimos diante desta fria temporada de desfiles de inverno 2013.

Acredito que todos já conhecem e sabem qual o estilo da Glória Kalil, para quem ela fala e com que finalidade ela fala: É uma mulher clássica que fala para mulheres adultas, que visam vestir-se bem dentro dos padrões de etiqueta da sociedade. Não é atoa que a jornalista já publicou diversos livros que tratam muito bem sobre isso, tem o seu quadro no fantástico onde dá dicas de comportamento e moda para quem quer estar sempre bem adequado.

Fausen Haten, por sua vez, é um estilista com muita veia artística. Suas criações são baseadas em bons tecidos, bom corte, mas sempre muito ousadas  seja em cores, volumes, texturas ou seja em seus desfiles-performances que já tiveram de modelos vendadas à números de dança … Tudo é permetido e, para alguns, essa liberdade causa estranheza, mas para outros, ela encanta. Para quem não sabe, entre suas críticas de inverno 2013, Glória  Kalil sugeriu que Fausen Haten fizesse um musical porque, segundo ela, dificilmente uma mulher de qualquer idade ou estilo vai achar lugar melhor do que o palco para usar suas criações. Enquanto Fausen, em resposta, discursou em seu facebook que muitas mulheres desejam as suas peças sim e que a moda mudou.

Na minha opinião (talvez com altas influências do meu ascendente em libra), os dois estão certíssimos nessa história. Para o público alvo de Glória Kalil, o desfile de Fausen realmente se limitaria aos palcos, pois dentro dos padrões de etiqueta, seria mais complicado ver as criações do estilista na vida real. Mas nem todo mundo está ligados a esses padrões e usam a liberdade que conquistamos na moda para vestir-se como quiser, mesmo que, pra certas pessoas, possa parecer o figurino de um musical. São grupos diferentes, pessoas com diferentes ideias e procurando transmitir mensagens diferentes com aquilo que vestem. Para essas pessoas não há regras que definam as roupas a serem usadas nos palcos ou na vida real.

Acaba que quem sai ganhando somos nós, interessados por moda, que somos levados a pensar e analisar as mudanças que acontecem e como funciona o nosso meio. E eu sou a favor de mais criticas, opiniões e debates, afinal, é o melhor meio de nos entendermos e então evoluir com a moda.


Créditos: Foto 01 | Foto 02 | Foto 03 | Foto 04

10Out 2012

Trouserless

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Já vi Glória Kalil criticar bastante essa proporção. Já a ouvi dizer que é vulgar porque em certos momentos parece que estamos sem calça. Mas quem me conhece sabe que é a proporção que eu mais gosto e zappeando pelos desfiles internacionais (com certo atraso, confesso) reparei que as pernas de fora estavam sendo recorrentes nas coleções. Eu gosto de tudo que alonga a silhueta, ou seja, modelagens mais secas, looks monocromáticos, calçados da mesma cor da calça ou que deixem o peito do pé livre e, no calor do Rio de Janeiro, não teria como descartar o short curto com o blusa comprida, também conhecido como Trouserless (ou, sem calça em bom português rs). Acredito que tem tudo a ver com a nossa moda. Na minha opinião, pra quem sabe usar fica bem elegante com as pernas alongadas e aquele ar despojado de carioca.

Acho que a vulgaridade só vem quando a pessoa perde a noção do seu corpo e coloca o short muito apertado e curto para o tamanho da sua perna. É preciso ficar atento e perceber, com o auxílio do espelho, até aonde a gente pode ir.  De resto é ser feliz e mostrar as pernas ;p

Créditos: Fotos

21Ago 2012

You can sing rock n’ roll

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Jimi Hendrix já fazia sucesso, sua guitarra estridente com a levada do blues já surpreendia muita gente em meados dos anos 60. Mas apesar de toda a atitude tocando, Hendrix tinha vergonha de cantar. Tocou com vários grandes cantores, mas foi preciso um estímulo maior para que ele finalmente soltasse a voz. Foi então que Bob Dylan estourou com Like a Rolling Stone e fez Hendrix pensar que se Dylan cantava, ele também poderia cantar. A voz do Dylan não é das mais afinadas e harmônicas, mas isso não impediu que ele fizesse o sucesso que fez. “Se você soa como você mesmo e se faz entender, você pode cantar rock n’ roll”. Essa frase é do Charles Shaar Murray, autor da biografia de Hendrix (Crosstown Traffic: Jimi Hendrix and Postwar Pop), que participa da série-documentário Seven Ages of Rock, onde ouvi a frase.

Não pude ouvir isso e deixar de relacionar com moda e comportamento onde exatamente o mesmo acontece: se você parece você mesma e se faz entender, você tem estilo. E é desse “se fazer entender” que vem a nossa vontade de saber da história, qual a ideia que cada que cada look vai passar, como eles interferem na forma do nosso corpo e etc. Sabendo disso fica mais fácil transmitir a imagem que você deseja e se fazer entender da forma natural.

Separei dois looks aleatórios do meu Pinterest pra tentar exemplificar casos de pessoas que se fazem entender com aquilo que vestem. No primeiro look, achei muito interessante como a menina tatuada, investiu em um look clássico e mesmo assim, soube balancear escolhendo uma saia de couro com o tom vinho, dando mais força e peso à produção. No segundo look, gostei bastante das proporções e volumes com  a combinação bem sequinha em baixo e a pelerine dando volume e até um certo movimento no look. Além da pelerine trazer mais feminilidade à uma produção tão masculina. Outra coisa interessante é como os acessórios de verniz deram o seu ponto de luz e até um ar mais molhado quando o look estava bem seco.

24Jul 2012

Salto mais resistente e mais leve através do biomimetismo

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Quem já passou pela incômoda situação de quebrar o salto do sapato? Pois é, eu nunca mas imagino ser bem chato! Mas é pra isso que os designers estudam: para entender a necessidade e aprimorar o produto. E foi pensando nisso que a designer holandesa Marieka Ratsma e a arquiteta americana Kostika Spaho desenvolveram um projeto. Elas estudaram os pássaros e a estrutura óssea que o crânio deles possui, para criar a resistência perfeita e o menor peso possível para um sapato de salto alto.

Além de lindo, o design lembra os sapatos do Alexander McQueen. Mas não é coincidência. Ele realmente foi inspirado nos sapatos da coleção de Verão 2010 do estilista, mais precisamente na ankle boot de engrenagens, como vemos no projeto.

Essa técnica, de estudar a natureza para criar formas e estruturas mais eficientes, é muito usada dentro do design e se chama biomimetismo (a palavra significa imitação da vida). Foi através dele que nasceu o velcro, por exemplo, que foi criado em 1914 pelo engenheiro suíço Georges de Mestral observando as sementes de arctium que grudavam nos pelos do seu cachorro. Al[em do maiô de natação inspirado na escama dos peixes, as tintas que repelem a água baseado na flor de lótus e até o projeto de uma carioca, a Juliana Ribas Chaves, que está estudando o processo de enzima e o catalizador que o possibilita ao vaga-lume brilhar para aplicar em roupas esportivas.

E esse é só o começo, a partir de agora vai ser possível aprimorar a ideia até que esse salto mais resistente e leve possa chegar nas lojas e então nas nossas casas.

24Jul 2012

Sumemo no Privalia

Quem não tem conta, corre pra fazer uma no Privalia e participar dessa promoção da Sumemo! As camisas da marca estão custando em média 35 reais e entre elas, mangas de recorte bicolor (bem anos 90), estampas de caveiras, cruzes, soco inglês e até essa no estilo motorheard. O único problema é que demora um pouquinho até chegar, as entregas estão programadas entre 05 e 10 de setembro. Mas vale a pena esperar!

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