Quando foi que a gente parou de amar se vestir?

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Reprodução – Pinterest

Só mais 5 minutinhos. Deve ser porque o dia está nublado e hoje está frio. Só mais 5 minutinhos. Deve ser porque ontem cismei de assistir 3 episódios daquela série que eu só deveria ter assistido um. Só mais 5 minutinhos. Deve ser porque ontem fiquei tempo demais no happy hour. Só mais 5 minutinhos. Levanta da cama, toma banho, escova o dente, veste a primeira coisa que viu e vai.

Quando foi que a gente parou de amar se vestir? É mágico poder se dar ao luxo de mais 5 minutinhos, deixar de lado a maquiagem, vestir a primeira coisa que viu e ir porque a noite de ontem foi muito mais proveitosa. Mas quando foi que deixamos de ver a magia daquela roupa que a gente tanto queria usar? Um monte de tendências, de ideias de como usar, o nosso pinterest abarrotado de inspirações e aquele print do instagram que a gente jurou que ia funcionar. Tudo virou um jogo de frustrações quando nos olhamos no espelho e não vemos brilhar aquela foto que estava na referência. Frustração porque a inspiração de verdade é aquela que vem de dentro e não de fora.

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O lado positivo de pagar contas

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Reprodução – Pinterest

Me disseram que envelhecer era um saco. Que a gente tinha que se preocupar com contas, manutenção da casa, desavenças de família e o que vai rolar pra janta. Que adultos eram cheios de problemas sobre cálculos que sempre terminam no negativo e decisões difíceis que precisam ser tomadas. Me disseram que, por trás daquela liberdade de chegar no cinema e poder assistir o filme que quisesse sem a autorização dos pais, tinha umas coisas insuportáveis e que era melhor eu aproveitar a minha infância porque, depois que envelhecesse, tudo is ser mais chato. Muito chato.

Mas chegou o momento que eu me vi pagando umas contas, cuidando de uma casa, lidando com desavenças familiares e decidindo o que ia ter pro jantar. E foi assim que eu percebi que quando a gente vai envelhecendo a gente também tem a oportunidade de amadurecer e é nesse momento que as coisas mais incríveis acontecem.

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A Geração Y já tem uma moda pra chamar de sua

É uma unanimidade. Todo mundo já sabe. Todos os artigos sobre a geração Y falam sobre o nosso entusiasmo quando o assunto é viajar. Passar 3 meses morando no Tailândia ou um emprego em uma multinacional? Fazer mochilão no sul da europa ou comprar o carro do ano? Passar um ano viajando pela Ásia ou comprar uma casa? Nós somos o time das primeiras opções.

Tourtis and Locals, A moda da geração Y

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É assim que a gente vê que os valores vão mudando e, a nossa maneira de representar eles, também. A moda dos anos 90 pode até estar de volta mas, aquelas roupas com símbolos de status que fizeram tanto sucesso na década, não se encaixam mais nas nossas vontades. Abercrombie & Fitch, Coach e Michael Kors, que sempre fizeram sucesso com a geração mais jovem usando e abusando dos seus logotipos, tiveram que dar uma repaginada nos produtos pra agradar à nossa turma.

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Como usar patches sendo uma pessoa Slow Fashion

É assim que as tendências vêm e vão. Em um piscar de olhos. Se você comprou um skort, um sneaker de salto ou um kimono de franjas no ano passado você provavelmente não aguenta mais ver a cara deles. Mas, acontece que, na era dos relacionamentos instantâneos via Tinder, a gente descobriu que a moda é melhor quando vem devagar, slow fashion. Temos outras prioridades na vida e nenhuma delas inclui gastar grande parte do nosso dinheiro em roupas que não duram mais do que uma temporada de Game of Thrones.

patches e slow fashion

E, entendida que a moda é, até a sua mais recente reinvenção, vem disfarçada de amiga. Patches nada mais são do que uma maneira de customizar aquela jaqueta jeans que você já tem no armário.  Ela se transforma em algo novo sem que você precise gastar muito, sem que você polua o meio ambiente com mais um processo de produção, sem que você colabore com trabalho escravo e diversos outros malefícios que a indústria da moda e do consumo podem representar. Mas, por mais disfarçada que essa tendência esteja, ela ainda é uma tendência sim.

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A camisa que falou a besteira que muita gente pensa

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“Não diga talvez se você quer dizer não”

Essa frase, que estava estampando camisetas à venda nas Forevers 21 por aí, nos faz pensar. Será que são os nossos talvezes os responsáveis por tanto abuso? Será essa apenas uma maneira de culpabilizar a vítima ou eles realmente acreditam nisso? Eles vão para sempre entender o nosso não como um charminho? Como um jogo de sedução? Como uma possibilidade de investir? Como mais um desafio para o ego?

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