
Quando ouvi pela primeira vez o novo álbum do Red Hot Chilli Peppers, I’m With You, Ethiopia, a quarta música do CD,me provocou uma sensação diferente das outras. Ouçam com atenção antes de ler o restante do post para ver se acontece o mesmo.
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A música segue sempre com os instrumentos e vocal se desencontrando e em um primeiro momento aquilo era incomodo. Continuei ouvindo insistentemente e fui até procurar informações sobre ela. Descobri que se trata de uma viagem que a banda fez à Etiópia, ficaram perdidos e representaram isso com um compasso característico do rock progressivo que dá essa idéia de desarmonia e perda.
De primeira, a música me incomodava, mas agora ela é a minha favorita do álbun o que me fez pensar que o incomodo é apenas uma reação a algo que é novo para você. E que na moda não é diferente. Quem não achou horrível a primeira vez que viu Mary Kate Olsen usando clogs em 2009, O exagero de cores do color blocking, e agora a excentricidade das plataformas que nos opusemos a vida inteira? Mas acabamos vencidos pela insistência e de tanto vermos por aí até achamos divertido usar um New Order esquisito como esses.

E por isso que é legal você se livrar dos pré-conceitos e deixar de admirar só o que é capa da Vogue e o que disseram que é moda e certo. Tanto a moda, quanto a música, quanto qualquer outro tipo de arte é pra ser divertida, transmitir idéias e sentimentos seus e não a cópia de algo que disseram ser tendência.

Apesar de não ser nada fã de novelas, minha mãe é. E inevitavelmente acabo ouvindo meia dúzia de diágologos desses tão famosos folhetins. Mas esses dias, um muito me chamou a atenção. Na novela Fina Estampa, a personagem Vanessa (hostess de um restaurante, interpretada por Milena Toscano), se dizia capaz de desenvolver uma coleção de moda praia para a marca Fio Carioca, baseando-se em um argumento: quando era pequena, desenhava uns vestidos para as suas bonecas. (Assista a cena aqui)
Esse é o maior engano quando falamos de moda. Tratada muito mais como futilidade e hobby do que como profissão, afinal, quem nunca desenhou uns vestidinhos para as suas bonecas quando era pequena? Mas só acredita nisso quem não sabem que, para dar vida à uma coleção, não é só desenhar vestidos em um papel. Sua coleção precisa ser coerente, respeitando a identidade da marca e o perfil do consumidor, escolhidos diante de uma análise afim de saber o que o mercado precisa e do que ele já está saturado. As coleções precisam de um tema, preferencialmente inovador e que desperte o desejo do público alvo em questão. E aí vai mais estudo de comportamento, notícias off fashion, percepção da atualidade e suas novas ideologias. É preciso entender de tecidos, qual o caimento dele, o toque, como vai ser cortado e costurado para obter o volume esperado. O nosso corpo é tridimensional e é um grande erro acreditar que o que fica bem em um desenho vai funcionar nele, entrar nele e respeitar a liberdade dos movimentos, para isso, percepção de modelagem. E nem as cores são escolhidas aleatoriamente ou de acordo com os lápis aquarela que você não perdeu. Elas vêm baseadas no tema, no que você vai querer transmitir, se há disponibilidade no mercado, quais serão as cores complementares, como elas vão interagir… Sabia que quanto mais colorida uma estampa, mais cara ela se torna? É preciso saber driblar esses empecilhos. Tudo deve ser pensado e analisado. Ou você já faz isso automaticamente quando desenha os vestidos das suas bonecas?
Quem nunca embaçou a vista olhando para uma paisagem para se perder nas cores e luzes que ela tem? Eu faço isso toda hora. E foi a primeira coisa que lembrei quando vi fotos desfocadas em meio aos looks do dia do Le Blog de Betty.

Patricia Vieira já declarou usar esse recurso como inspiração para as suas coleções e na fotografia, serve para que esse exercício seja instantâneo. Se torna inevitável captar as luzes e essência de cores. Rende um belo resultado quando a foto apresenta pontos de luz, gerando um efeito de Bokeh na foto inteira.

Você pode conseguir o efeito de duas maneiras
PROPRIEDADES DA CÂMERA: Se sua câmera tiver a opção de focagem manual, basta trazer o foco bem pra perto deixando o assunto fora dele. Em câmeras sem a opção de focagem manual, vale ativar o macro e fotografar rápido para que o assunto não seja detectado.
EDIÇÃO: Para conseguir este efeito pelo Photoshop, abra a foto no programa e selecione Filter > Blur > Gaussian Blur> Escolha o valor do Radius.






Todo mundo já ouviu falar no tal Projeto 365 dias que consiste em registrar pelo menos uma foto que resuma o seu dia durante um ano. Nunca parece tão difícil, mas eu pelo menos, nunca consegui terminar. No começo era tudo lindo, mas quando vinha aquele dia mais atarefado, adeus projeto.

Mas esses dias achei um aplicativo para iphone que me animou de colocar o projeto em prática novamente. O My 365 é muito parecido com o Instagram com opções de filtros, compartilhamento no twitter e facebook, comentários, adicionar amigos, com a diferença de ter um design fofo e organizar as fotos em um calendário. E com um app em suas mãos toda hora, fica bem mais fácil seguir o projeto.
Uma boa dica para esse começo de ano (:

Depois de tanto enrolar e prometer posts mais frequentes, me organizei e desenvolvi uma programação para o blog. Para garantir as atualizações, vou tentar programar os posts com antecedência e deixa-los agendados. E também fiquem atentos ao twitter e as feeds para as atualizações do mural.
Estou disposta a ouvir qualquer sugestão de vocês. Entrem em contato pelos comentários, twitter, email (lilianfarrish@gmail.com) ou facebook. São sempre bem vindas. Beijos :*
[Edit] Organizei a programação do blog e logo no dia seguinte meu notebook quebrou. Publiquei alguns posts que estavam prontos, mas agora vou precisar resolver esses problema técnico antes de voltar a postar. [/Edit]