A camisa que falou a besteira que muita gente pensa

dont-say-yes-if-you-want-to-say-no

“Não diga talvez se você quer dizer não”

Essa frase, que estava estampando camisetas à venda nas Forevers 21 por aí, nos faz pensar. Será que são os nossos talvezes os responsáveis por tanto abuso? Será essa apenas uma maneira de culpabilizar a vítima ou eles realmente acreditam nisso? Eles vão para sempre entender o nosso não como um charminho? Como um jogo de sedução? Como uma possibilidade de investir? Como mais um desafio para o ego?

Justin Bieber, a sua música pode ser um chiclete pro meu ouvido, o seu clipe com efeito neon eu estou babando até hoje. Mas você jura que não entende o que eu quero dizer? Eu posso dizer talvez quando eu achar que talvez role. Da mesma forma que quando eu digo não é não. E quando eu digo sim eu não estou sendo fácil. Eu estou apenas concordando com uma coisa que você também quer. E, da mesma forma, quando eu tomar a atitude, não estarei sendo atirada. Estou apenas assumindo as responsabilidades por algo que eu quis que acontecesse. Assim como você faria se o quisesse.

As pessoas foram levadas a acreditar que os relacionamentos nascem de desafios. Por muito tempo acreditamos que a conquista é uma brincadeira de quem consegue convencer a outra pessoa, depois de muito lutar, que valeu a pena se render. Porque é com esforço que a gente aprende a dar valor para aquilo que conseguiu. Será?

Vou te contar um segredo:

O nosso sim, o nosso talvez e o nosso não não diminuem em nada o nosso valor. Eles querem dizer exatamente o que a gente quer dizer. O nosso valor está em tantas outras coisas. O nosso valor está em tudo aquilo que a gente acredita, nas ideia que nós temos, nas conversas que a gente leva e no quanto a gente cresce junto. O nosso valor está nos momentos divertidos e nas risadas que compartilhamos, nos momentos que a gente se sente bem em estar perto e naquilo que a gente vê crescer e evoluir um com o outro. É aí que a gente encontra o valor.

E você que comprou essa camisa, por favor:

“Não interprete como sim o meu talvez”

Fonte: Huffington Post

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