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Carnaval: 6 ideias de fantasias que apenas entendedores de moda entenderão

Porque para a gente que ama moda o procurar idéias de fantasias para o carnaval pode ser a desculpa perfeita para replicar aqueles looks mais divertidos e que mais amamos das passarelas. O mais interessante em acompanhar os desfiles conceituais é ver a moda ganhando vida com uma história para contar e, por mais que a arte seja bem distante da nossa realidade, são nesse momento de descontração da vida que podemos nos inspirar na estética que a gente gosta para criar os personagens mais excêntricos para os dias de folia.

Plato’s Atlantis – Alexander McQueen

halloweenmcqueenDifícil escolher só uma coleção quando o McQueen foi essa pessoa maravilhosa e performática e bem excêntrica que a gente adoraria usar todo o dia. E, com a volta do holográfico, as referências de sereias e seapunk, tinha que ser o Plato’s Atlantis. Esse brilho holográfico é perfeito para o evento, vestidos com estampas digitais, dá para improvisar com papel celofane, alguns tecidos metalizados e investir na maquiagem bem iluminada e no penteado meio alienígena futurista.

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Cara Delevigne foi à Casa Branca de tênis e as pessoas estão chocadas

Esse post poderia ser sobre o aquecimento global, poderia ser sobre o desmatamento, sobre a possibilidade da quantidade de sacos plásticos no oceano ser maior do que a de peixes em alguns anos. Poderia ser, mas esse post é sobre a Cara Delevigne, na Casa Branca, usando um creeper, ou um tênis mesmo para os mais desprendidos dos termos da moda.

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Foto: Instagram

Washington Post falou sobre o assunto e lembrou que, em 2005, o presidente era outro mas o tema já gerava repercussão quando meninas de um time esportivo deram uma chegada na Casa Branca usando chinelos. Bem, chinelos não parecem ser o traje ideal quando você vai conhecer o presidente do seu país. Pode ser que o tênis também não seja. Mas nada nessa vida acontece sem um contexto. Ela foi à Casa Branca em nome do site de comédia Funny or Die para uma conversa sobre as mudanças climáticas. O ambiente era sério mas, o veículo convidado para falar sobre ele não e, Cara Delevigne, mesmo ainda!

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Como cuidar do que você ama

Quando você ama muito uma coisa a vida te dá poderes para protegê-la. E eu acho meio redundante dizer o quanto eu amo as minhas roupas. Sempre tem um carinho especial, um lugar que a gente foi, uma historia que a gente passou juntas, aquele momento onde ela estava em um departamento comercial, eu a avistei e pensei “Hum, essa me representa”. Bem, a gente pode enjoar um dia, a gente pode querer mudar mas quando as nossas roupas são importante pra gente a gente tenta fazê-las durar ao máximo. A gente quer que elas acompanhem a nossa jornada por mais tempo possível porque, nossa, como vou viver a vida sem aquela camisa do Red Hot Chilli Peppers comprada no melhor show da minha vida?

E é por isso que a gente cuida, que a gente não amassa e que a gente não lava sem virar do lado avesso.

Simplesmente porque a vida é muito curta pra gente deixar passar as nossas boas memórias. O melhor a se fazer é leva-la consigo em forma de roupa.

5 coisas que aprendi com a Livia Facirolli

Tem coisas que a gente faz que é tão instintiva que talvez nem pare pra pensar muito bem como elas funcionam. A gente guarda tanta inspiração no Tumblr, fica o dia inteiro rolando o Pinterest e, às vezes, nem reparamos nas coisas que servem de referência de verdade. Existem pessoas que nos inspiram muito além de meia dúzia de fotos bonitinhas. E é sobre elas que a gente tem que falar.

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Se hoje eu uso bota no verão aprendi com a Lívia Facirolli. Se hoje eu não me preocupo de ir maquiada para o mercado foi por influência dela também. Se fico feliz usando meu casaco de pele mesmo que nem esteja tão frio assim, bem, foi muito porque eu aprendi com ela que eu não deveria me importar tanto com essas coisas. E mais:

Não precisa seguir tendência para gostar de moda

Conheci a Lívia quando a moda era o rock, as botas, o salto, os paetês. Hoje a moda é flat, clean e minimalista mas ela continua mostrando que não tem problema usar um salto, brilhar um pouquinho, se jogar no lurex e gostar de excesso. A gente não precisa abrir mão do glamour quando ele faz parte da gente.

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Oscar 2016: O segredo de Sandy Powell

Saiu a lista do Oscar! E, um dos segredos dos longas mais bem sucedidos está nos detalhes. E entre esses detalhes não poderia faltar o capricho na construção do figurino dos personagens. Esse ano Sandy Powell foi o grande destaque entre os figurinistas assinando 2 dos 5 filmes indicados para a estatueta. E, coincidência ou não, em ambos ela foi a responsável por caracterizar Cate Blanchett, variando entre os gêneros de fantasia, com Cinderela, e drama, com Carol.

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Foto: Reprodução

“Cate é muito fácil de vestir e não é só por causa de sua estatura e presença, mas porque ela tem um forte senso de estilo e, assim como as modelos, sabe segurar uma produção” declarou em entrevista ao Uol Mulher.

Mas não é de um rostinho bonito e bom gosto para a moda se faz uma boa caracterização. O segredo consiste no bom entrosamento da atriz com a figurinista, a fim de entender qual a mensagem aquele personagem quer passar e como o corpo da atriz pode ser parte disso, aperfeiçoando o resultado. Não foi atoa que em 2005 Sandy conquistou o Oscar vestindo nada mais nada menos do que a própria Cate. Essa é a mesma regra do styling onde um dos maiores princípios é entender o corpo que você está vestindo e, mais do que isso, a personalidade e as vontades de quem você está vestindo. Seja como stylist ou como uma maneira de entender o seu estilo pessoal. As vezes nos entender com a gente mesmo pode ser uma tarefa mais complicada do que muita gente imagina.

Mais do que gostar de moda e roupas, para ter consciência do que é estilo é preciso saber lidar e gostar da pessoa que está dentro da roupa. Puro auto-conhecimento.

4 detalhes para deixar seu look minimalista com mais personalidade

A maior curiosidade da vida é pensar o quanto de personalidade podemos representar mesmo sem perceber. Uniformes não costumam ser suficientes para padronizar as nossas características e, nem que seja nos mínimos detalhes, a gente sempre dá um jeitinho de exprimir os nossos gostos e afinidades. Por isso que, para quem se identifica, mesmo os looks mais minimalistas continuam sendo uma grande aposta de estilo e é sempre possível entender quem está por trás daquela t-shirt básica.

Melhor ainda quando podemos contar com signos mais representativos e emblemáticos da nossa personalidade e, se ele vem como uma minuciosidade naquilo que a gente veste, ponto extra para quem repara e para quem se dá ao capricho de acreditar que o detalhe pode fazer a diferença.

Patches

Faz tempo que eles foram exclusividade das roupas militares para ostentar honras, méritos e patentes. Também serviram para esconder rasgos e repaginar as roupas mais surradas para um segundo round no guarda-roupas da vida. Agora eles vieram em dois extremos, lotando as calças jeans e shorts ou só acrescentando um detalhe no bolso da camisa, jaqueta ou saia jeans.

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A tendência da mini bag não será o fim das bolsas grandes

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Foto: Reproducão | Ilustração: Parisdm

Uma das coisas mais apaixonantes da moda é a possibilidade de reinvenção. Criatividade é um negócio incrível e dá pra exercitar um monte só de pensar em um jeito diferente para se vestir todo dia de manhã. Mas, ao mesmo tempo, o que mais me irrita na moda é o excesso de reinvenção. Querem colocar coisa nova demais, querem que o branco seja o novo preto, depois que o laranja seja o novo preto até que o preto volte a ser o novo preto. E isso cansa.

A quantidade de tendências que vai e vem, o mercado já não tá mais dando conta. E todo dia é uma aposta diferente dos grandes sites e mídias tentando nos convencer que aquilo que estamos usando está ultrapassado demais para ser cool. Pera aí. A gente já entendeu o seu joguinho. Vamos parar que tá ficando feio?

As mini bags são uma opção para quem quer carregar pouca coisa. Ótimo! Mas e quem precisa levar muito mais do que a carteira e o celular e passa o dia inteiro fora? “Olha, amiguinha, dá um jeito de se livrar das coisas que você precisa porque não tá dando para te defender com uma bolsa desse tamanho“. Pera aí! Parece que as pessoas esquecem o quanto a moda é funcional. O quanto é gratificante você ter aquela sua bolsa de guerra que comporta tudo o que você precisa o dia inteiro sem sacrificar a sua coluna. Aquela bolsa que o couro já desgastou nos cantinhos e ela abre e fecha muito mais macia do que quando era nova.

E aquele sapato que te torturava a alma, mas você se apaixonou por ele e, de tanto insistir ele já faz parte de você. Como uma relação conturbada que ganha todo o charme da conquista depois de algum tempo de brigas. Só vocês sabem o que passaram juntos. Só vocês sabem o conforto de estarem juntos. E, por mais que a moda tente deixa-lo ultrapassado, vocês já são parte um do outro e no nosso mundo tem espaço pra todos eles. Os novos e os já conquistados, exatamente da mesma forma.

A possibilidade de usar uma mini-bag não precisa vir com o fim das maxi, ultra, mega bags. Elas podem e devem coexistir porque ninguém nesse mundo tem as mesmas necessidades e gosta das mesmas coisas. Vamos pensar com mais carinho sobre isso?

Sutiã, e quando a gente não usa?

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Foto: Reprodução

Entre todas as experiências da vida, acho que devemos concordar que morar sozinha é o maior divisor de águas. Se você leu o título e não entendeu essa introdução talvez seja porque você não mora sozinha mas aí é só continuar lendo que tenho certeza que você não vai ter problema nenhum para entender o que eu estou falando. Pode ser a dificuldade de fazer comida, a chatice que é ter que limpar tudo o que você suja e aquilo que aparece sujo e você não sabe como. Você faz ideia de quantas vezes por mês é preciso limpar um ventilador de teto? Bem, é muito mais do que eu imaginava. E, se tudo isso vira item na sua lista de tarefas que antes se resumia em estudar, comer e assistir séries, pensa só o que rola na sua relação com as suas roupas? Muda muito. Muda tudo.

Passar é verbo que não se aplica a elas. Roupas amassadas ganham um charme que eu acho único e faço questão de me sentir meio grunge com cada amassado que ela contém, quase uma questão espiritual. E as lingeries, bem, é aí que chegamos ao título. Começou pelo simples fato de eu esquecer de lavar meus sutiãs. Queria colocar na máquina mas tinha medo de estragar então esperava acumular para colocar no modo de roupas delicadas e, até eu lembrar de fazer isso, lá se foram meses e todos eles não saiam do cesto de roupas sujas por nada nesse mundo. E, com isso, meus seios pela primeira vez em anos, enfrentaram uma batalha constante sem eles. E, é agora que eu te explico o que acontece quando você não usa sutiã.

Respirar vira um movimento voluntário delicioso

Esse é o primeiro estágio. Sabe aquela sensação, quando você respira aliviada ao soltar o sutiã quando chegar em casa? Você sente o dia inteiro. Dica: Respire fundo e sinta o ar preencher os seus pulmões sem um elástico marcando como gado as suas costelas. É libertador!

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Porque as botas viraram o novo tênis?

Se há algum tempo já tínhamos essa sensação, essa mesma de que as botinhas tomaram um lugar muito maior no nosso cotidiano, agora podemos ter certeza. Foi com a pesquisa do WGSN que surgiram dados mais concretos para essa nossa especulação. E o mais legal é perceber o quanto a moda está integrada a nível mundial. Mas qual será o caminho que pode ter levado as tão sazonais botas a um novo patamar na indústria da moda?

botas

Estética

Desde que as botas e botinhas começaram a aparecer nos veículos de moda, de blogs a revistas, sempre eram tidas como a melhor alternativa para deixar o seu look mais arrumado com pouco esforço. Tendo todo o embasamento dos sapatos sociais mais fechados assim como o aval de uma peça típica do inverno, quando os looks são mais elaborados e austeros, a peça já traz uma classe diferente pro visual.

Mudança do cenário musical no Brasil

Coincidência ou não mas foi junto com a popularização das botinhas que tivemos o cenário musical mudando no Brasil com a volta do Rock in Rio, chegada do Lollapalooza e tantos outros festivais de música. E as botas são acessório quase que obrigatório nessas ocasiões. Com isso, o lifestyle das pessoas, ao longo do ano também mudou e, as marcas, lançando coleções especiais para os festivais, sentiram o desejo do mercado e começaram a se adaptar.

Disponibilidade no mercado

Foi nesse desejo que as botas vieram de bubble up e trickle down, fazendo a indústria se adaptar e cumprir com a demanda daquilo que o mercado queria. E se antigamente botas eram parte de um investimento de alto custo reservados a um uso sazonal, as botinhas começaram a aparecer com muito mais frequência nas lojas mais antenadas e, hoje em dia, é muito fácil encontrar modelos nas lojas de calçados mais populares do país e do mundo com preços ultra acessíveis.


 

E foi assim que as botas atingiram o patamar dos tênis com preços compatíveis ou ainda mais baratos em seu segmento. Com o maior acesso a informação personalizada, as pessoas têm maior consciência dos seus gostos e particularidades pressionando o mercado a uma maior diversidades de produtos encontrados nas prateleiras. E agora volta o desejo pelos tênis, principalmente em seus modelos mais clássicos que, a tempos atrás haviam sido trocados pelas botas. Ciclo natural de desejo da moda a diferença é que agora o desejo por um não anula a existência do outro.

E você? Está no time do tênis ou das botinhas?

As melhores criações de moda que provam que o DeLorean realmente chegou no futuro

E a gente segue a vida sempre se perguntando quando vai chegar o futuro. Aquele todo robótico e tecnológico que víamos dos Jetsons aos filmes de ficção científica. Parecia tão certo que a nossa vida em poucos anos seria repleta de androids super inteligentes e transportes automáticos quando a nossa maior conquista se resume na Siri agendando os nossos compromissos em português. Mas, para não te deixar tão para baixo diante das expectativas criadas, selecionei 5 criações de moda que podem provar que o DeLorean realmente trouxe Mcfly para a data certa!

Ying Gao e as suas roupas interativas

Sou suspeita para falar alguma coisa da Ying Gao. Grande referência visual do meu trabalho de conclusão de curso, Ela tem um processo muito delicado que mistura tecnologia e arte de maneira extraordinária. Tendo a gaze como material escolhindo nesse trabalho, a roupa foi confeccionada com tecido fotoluminescente e com a tecnologia de rastreamento ocular que faz com que a roupa se mova ao olhar do espectador. Um contraste lindo do natural e do tecnológico.

Iris van Herpen e suas criações 3D

Para quem é apaixonado por moda, pensar na possibilidade de criar roupas usando um programa de computador parece algo fantástico. Imagina quando vemos o que Iris Van Herpen é capaz de fazer com um pouco de criatividade, uma máquina que imprime em poliuretano termoplástico e muito talento? Incrível ver como ela consegue brincar com a estrutura e flexibilidade do material de maneira tão ergonômica.

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Balmain para H&M: O que realmente vale a pena comprar

Foto: Racked

Foto: Racked

Era maio de 2015 quando ficamos sabendo que a Balmain, ápice das nossas utopias fashionistas, estaria mais próxima da nossa realidade. Lá naquela época, chocados com o dólar chegando na casa dos 3 reais, já imaginamos que ainda não seria tão fácil adquirir o nosso pote de ouro das fast fashions. Mal sabíamos que o pior estava por vir e o dólar não ia facilitar.

Mas e agora; saiu oficialmente a coleção e os preços das peças e, no alto dessa crise inoportuna, o que vale a pena comprar?  (se tiver dinheiro, é claro)

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5 looks que vão te convencer de uma vez por todas que roupa não tem gênero

Quando falamos em androgenia na moda sempre parece um assunto batido porque desde os anos 20 Coco Chanel já estava desafiando a normatividade desfilando com pares de calça e fazendo deles moda feminina; e isso quando tudo o que podíamos usar da cintura para baixo era costurado em forma circular. Mas com o passar do tempo sempre encontramos novos caminhos a explorar e percebemos que tudo o que conhecíamos até então ainda continua sendo segmentado.

Cada dia mais próximos de uma maior liberdade de gêneros esses looks vão fazer você entender de uma vez por todas que não existe o menor motivo para continuar categorizando roupas.

Aymeline Valade de calça chino

A calça chino é um dos primeiros ítens necessários do guarda-roupas masculino segundo os guias de estilo. Mas, se formos ter como referência esse look da Aymeline eu diria que toda mulher tem que ter uma também. E o melhor de tudo é ver isso em um visual que não usa a peça tentando deixar feminina. Palmas para as proporções mais larguinhas, cabelo para trás, cintura baixa e sapato oxford, tudo junto e igualmente lindo.

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