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Os melhores motivos para você usar sandália com meias

Sim, você já viu várias vezes essa combinação por aí. Mas tenho certeza que nunca teve coragem de sair de casa com elas. Por mais que a gente ame e ache lindo ainda não é um hábito por aqui. Seja por causa do nosso clima quente ou pela falta de compreensão das pessoas na rua. Mas uma das coisas que a gente precisa praticar é a autoconfiança para apostar mais naquilo que a gente ama independente de fatores externos e acho que os motivos abaixo podem ajudar.

Elas ficam parecendo botas

É só casar a cor da meia com a sandália que ela logo parece uma botinha. Quanto mais pesada e fechada for a sua sandália e a sua meia mais diferenciada mais provável é obter esse efeito. Vale apostar nos tecidos além do algodão básico como a arrastão, lurex, elastano…

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YSL, Hedi Slimane e Continuidade de marcas

A continuidade de uma marca após a troca de seu diretor criativo é sempre um assunto polêmico. Por mais que se estude sobre o legado da marca, é impossível prever como o estilista fundador se portaria diante do passar dos anos. Quase todas as grandes maisons, perderam seus estilistas fundadores e foram submetidas a esse processo. Mais ou menos recentemente, foi a entrada de Hedi Slimane na direção da YSL que fez o maior estardalhaço. Isso porque o estilista tem uma pegada jovem, claramente ligada ao rock grunge, característica que não era nem de perto a do público alvo da YSL com suas cinturas altas, saias lápis midi, tecidos caros e visual sofisticado.

Só não entendo essa necessidade que as pessoas têm de manter padrões estabelecidos. Mais importante é ter zeitgeist e saber qual é seu tempo, com quem você está falando e o que quer transmitir. Yves Saint Laurent era o cara zeitgeist nos anos 60! Por isso que a maison tem a credibilidade que tem. Foi ele quem deu às mulheres o prazer de desfrutar de um smoking feminino, foi o primeiro a usar modelos negras em seus desfiles e mais do que qualquer outro, para mim, seu maior feito foi relacionar o seu trabalho com a arte modernista transformando um quadro de Piet Mondrian em uma coleção de moda. E uma coleção que dizia tudo sobre a juventude da época. Toda a androgenia e frescor da década de 60 estavam presentes lá.

Passaram-se os anos e Yves foi amadurecendo e essa maturidade refletindo em seu trabalho. É assim com todos os criadores. Nos anos 2000, ele continuou fazendo roupas belíssimas para suas mesmas “meninas” dos anos 60. Stefano Pilati, seu sucessor, manteve a mesma proposta. Até ser substituído por Hedi.

A arte contemporânea está profundamente ligada às tecnologias. O vídeo, a fotografia e a música, mesmo quando não são eles mesmos os meios de expressão artística, quase sempre estão ligados ao seu processo de criação. Ao meu ver, Hedi, mais do que criar coleções, fotografar e filmar,  sabe como ninguém fazer peças que compõem um diálogo lindo com essas mídias. Algo que conversa com o jeito que o Yves trabalhou com Mondrian. É claro que a entrada de Hedi na marca tem muito mais a ver com uma virada visando valor de mercado do que com conceito. Mas estrelismos à parte, Hedi é um cara talentosíssimo e merece sim o nome da marca que carrega. Que Yves esteja orgulhoso!

Tudo isso porque estou apaixonada por esse novo vídeo.

Essa menina não lembra Alexa Chung? E ela não parece uma versão moderninha das meninas do Yves dos anos 60?

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A historia da moda e do amor

Umas das coisas mais fascinantes da moda é que ela acompanha a historia do mundo, da sociedade e como ela se comporta. Desde que a roupa deixou de cobrir o corpo só por proteção, ela expressa muito sobre a gente. Lá na Europa, na Idade Média, com o nascimento da burguesia e seu hábito de copiar as roupas dos nobres, já dizia muito sobre ser e parecer. Mas junto com essa burguesia também começou a disseminar uma coisa que até então era proibida: o amor, uma característica da moda muito mais interessante e que tem muito mais a ver com a maneira como usamos ela hoje.

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Foi com a burguesia que a dura divisão de classes se desestabilizou e, essa nova camada, que não tinha regimes pré-definidos, estabeleceu seus próprios padrões. Entre eles estava o casamento por amor, coisa que até então não existia. Esse amor era moldado e o homem valorizava a mulher que fosse contribuir para a acumulação de riquezas da família sendo uma boa dona de casa.  Logo, os homens se “apaixonavam” pelas mulheres que aparentassem essas características, mas foi o suficiente para que a moda começasse a apresentar símbolos de comunicação interpessoal e individualidade.

E encontramos essas características até hoje. A gente sabe que a nossa imagem comunica as nossas características e ela fala mais alto quando tratamos de amor.  Entender, só de olhar, quem é aquela pessoa já faz com que surja o interesse por conhecê-la melhor. E externar as características certas, além de nos fazer sentir mais confiantes e seguras, faz com que a gente possa atrair a pessoa que tem mais a ver com a gente.


Eu adorei esse assunto e quero falar mais sobre ele. Mas enquanto penso um pouco mais sobre, dá pra ler um pouco sobre a história do amor aqui e sobre essa relação no capítulo Estética da Sedução do Império do Efêmero de Gilles Lipovetsky.

Como escolher as cores para a sua roupa com o Colourlover

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Buscando maneiras de nos vestirmos melhor e dar ao nosso corpo a melhor “embalagem” estamos sempre pensando em como combinar as cores do nosso look. Pensamos nas cores de todos os elementos que ele compõe: Blusa, calça, bolsa, sandália… Mas as vezes esquecemos que para dar principio à paleta de cores do que estamos vestindo, temos o nosso tom de pele que é a base dela. Grande parte disso acontece porque não temos o nosso tom de pele pendurado no guarda-roupas aonde possamos ver e identificar se ele encaixa nas cores que estamos escolhendo ou não.

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Mas esse é um exercício legal uma vez que descobrimos que certas cores podem acender ou harmonizar o tom da nossa pele e deixar o look mais homogêneo. Uma maneira legal que descobri de começar a pensar na nossa pele como parte de uma paleta de cores foi usando do Colour Lovers, um site com milhares de paletas de cores, patterns e shapes. Se pesquisarmos por “skin”, vamos encontrar várias paletas de cores com tons de pele variados e suas combinações. Um bom principio para a gente pensar na composição do look.

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Como é dificil achar fotos de pessoas com pele morena ou negra em sites de street style! Nessa busca encontrei o Refinery 29 que tem uma variedade incrível de estilos nos seus posts. Vale favoritar!

Lei Rouanet, Moda, Arte e o que é Incentivo à moda

A Lei Ruanet, como sempre polêmica, surgiu com mais uma bomba. Dessa vez pro mundo da moda! A bonitinha que já destinou 1,3 milhão para Maria Bethania criar um blog de poesias, agora, insenta fiscalmente Alexandre Herchcovitch , Pedro Lourenço e Ronaldo Fraga  com valores entre 2 e 2,9 milhões. Esses recursos serão destinados para dois desfiles, um no Brasil e outro no exterior entre outras pequenas ações. Se ainda não sabe, pode ler mais sobre isso no FFW.

Bem, um dos questionamentos levantados pela lei é se “Moda é Arte?”. Assim como não temos um documento oficial definindo o conceito geral do que é Arte, temos muito menos um esclarecendo se a moda pertence a esse grupo ou não. Até mesmo as faculdades se dividem, tanto a de moda quanto a de artes . Eu, nessa intersecção sendo aluna de ambas, tento absorver os dois lados e formar a minha opinião. Tentanto ser o mais sucinta, para mim, arte é expressão traduzida em bens materiais ou imateriais. Se existe algo que expressa sentimento, crítica, conceito, provoca, pensa e fala, para mim é arte. E isso faz da Moda, Arte? Depende! Se ela expressa algo, se ela traduz alguma opinião, sentimento, crítica ou simplesmente fale, ela é arte sim. Nada de se é útil, se é quadro, se é comprável ou não. Para a Lei Rouanet, moda cabe muito bem. É um ramo cultural brasileiro que pode ser amplamente explorado. Agora, me pergunto se essa é a forma certa de investir em moda no Brasil como cultura para o mundo.

Os três estilistas beneficiados, criaram projetos que beneficiam a si próprios. Eles que já são renomados, de certa visibilidade lá fora, que já têm força para criação de desfiles nacionais e internacionais. E ainda Pedro Lourenço, que declara com todo orgulho ter estudado em Paris sem ter nenhuma identidade brasileira em seu trabalho, a não ser que se confunda o tema de uma coleção com a identidade de uma carreira. Os desfiles receberam o apoio do Ministério da Cultura uma vez que alegaram que parte dos convites para os desfiles seria para qualquer expectador que se interessar em ir, coisa que não acontece normalmente, que haveria doação de peças desfiladas para museus e instituições, uma possível mostra têxtil e workshops.

Não seria mais interessante se esse projeto beneficiasse aos novos talentos da Casa de Criadores ou do Rio Moda Hype? Para workshops de excelência que não soassem como uma moeda de troca qualquer? Investir em grupos de pesquisa sobre consumo, moda e mercado brasileiro, orientado por eles. Investir em educação! 

Apesar de todos os contras, já é um grande e impactante passo dado. Até mesmo através dos desfiles, sabemos que as empresas vão expandir, precisar de mais funcionários e gerar empregos fazendo a roda girar. Me preocupa a qualidade dessa mão de obra que será exigida, uma vez que temos um grande déficit na educação de moda brasileira. Mas é um passo! Com um pouco mais de critério, podem surgir projetos incríveis a serem apoiados.  Vamos ficar de olho no que está por vir!

E vocês? O que acharam?


 

Em um papo no Facebook, curti o ponto do Dhyogo Oliveira (Moda para Homens):  “Diria pra investir nas costureiras que ficam enfurnadas nos galpões e fundos de fábricas por salários humilhantes, no mercado informal e vergonhoso que a gente tem ainda, em mta quantidade.”

Dica para entender a harmonia de um look

Sabia que entrar na faculdade de artes aprenderia muita coisa interessante e, principalmente, muita coisa interessante que me faria enxergar a moda com olhos mais atentos. E foi logo em uma das primeiras aulas de visualidade que o professor nos ensinou o maior truque para se de observar e estudar quadros: embaçando os olhos. Bem daquele jeito que eu já tinha comentado aqui sobre a foto sem foco. Um jeito de fazer isso na vida real é semicerrando os olhos, sabe? Assim da para captar as cores e luzes da imagem. Com esse truque, transmitimos para o nosso cérebro apenas as maiores diferenças de matiz, saturação e brilho e, com isso, conseguimos notar com mais facilidade a harmonia de um quadro. E é claro que essa teoria também se aplica a um look.

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Queria ter mais tempo para separar looks coloridos, mas como esse é um exercício que pretendo continuar fazendo por aqui, resolvi começar com dois em preto e branco, porque fica mais fácil de visualizar e de explicar também. É legal perceber que o look embaçado, nos revela detalhes que não percebemos tão claramente na imagem normal, como a concentração de pontos escuros na estampa da segunda imagem (Vestido lindo do McQueen de Inverno 2013) e a luz causada pela diferença de texturas da primeira foto.

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Quando for analisar uma imagem colorida, vai começar a perceber que certos tons semelhantes se mesclam e formam uma única imagem e podem servir de truque pra alongar e diminuir, sem ser o tão usado preto e tons de pele.É bom lembrar que não existem regras! A única regra dessa dica é você entender melhor como você pode construir o seu look, pensando nele como um todo e usar desse artifício para brincar com novas proporções e combinações.

Espero que gostem!

Créditos: 1; 2;



No Gosto de Canela, tem um post com selfie portraits embaçados. Dá uma conferida
aqui

As reações de uma opinião

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Os blogs se propagaram, conquistaram seu lugar na mídia e, o que deveria inflamar a internet com opiniões sinceras e criticas construtivas, acabou nos inserindo em uma zona de conforto repleta de diplomacias. As criticas das coleções foram substituídas por descrições, as opiniões são sempre positivas e o que não agradar é jogado para debaixo dos panos, afinal, já pensou que sufoco você falar mal de uma marca e depois ser convidada à viajar patrocinado por ela? Melhor não arriscar. Mas ainda há quem tenha independência e credibilidade para falar o que realmente acha e, com isso, esquentar os ânimos diante desta fria temporada de desfiles de inverno 2013.

Acredito que todos já conhecem e sabem qual o estilo da Glória Kalil, para quem ela fala e com que finalidade ela fala: É uma mulher clássica que fala para mulheres adultas, que visam vestir-se bem dentro dos padrões de etiqueta da sociedade. Não é atoa que a jornalista já publicou diversos livros que tratam muito bem sobre isso, tem o seu quadro no fantástico onde dá dicas de comportamento e moda para quem quer estar sempre bem adequado.

Fausen Haten, por sua vez, é um estilista com muita veia artística. Suas criações são baseadas em bons tecidos, bom corte, mas sempre muito ousadas  seja em cores, volumes, texturas ou seja em seus desfiles-performances que já tiveram de modelos vendadas à números de dança … Tudo é permetido e, para alguns, essa liberdade causa estranheza, mas para outros, ela encanta. Para quem não sabe, entre suas críticas de inverno 2013, Glória  Kalil sugeriu que Fausen Haten fizesse um musical porque, segundo ela, dificilmente uma mulher de qualquer idade ou estilo vai achar lugar melhor do que o palco para usar suas criações. Enquanto Fausen, em resposta, discursou em seu facebook que muitas mulheres desejam as suas peças sim e que a moda mudou.

Na minha opinião (talvez com altas influências do meu ascendente em libra), os dois estão certíssimos nessa história. Para o público alvo de Glória Kalil, o desfile de Fausen realmente se limitaria aos palcos, pois dentro dos padrões de etiqueta, seria mais complicado ver as criações do estilista na vida real. Mas nem todo mundo está ligados a esses padrões e usam a liberdade que conquistamos na moda para vestir-se como quiser, mesmo que, pra certas pessoas, possa parecer o figurino de um musical. São grupos diferentes, pessoas com diferentes ideias e procurando transmitir mensagens diferentes com aquilo que vestem. Para essas pessoas não há regras que definam as roupas a serem usadas nos palcos ou na vida real.

Acaba que quem sai ganhando somos nós, interessados por moda, que somos levados a pensar e analisar as mudanças que acontecem e como funciona o nosso meio. E eu sou a favor de mais criticas, opiniões e debates, afinal, é o melhor meio de nos entendermos e então evoluir com a moda.

Créditos: Foto 01 | Foto 02 | Foto 03 | Foto 04

Trouserless

Já vi Glória Kalil criticar bastante essa proporção. Já a ouvi dizer que é vulgar porque em certos momentos parece que estamos sem calça. Mas quem me conhece sabe que é a proporção que eu mais gosto e zappeando pelos desfiles internacionais (com certo atraso, confesso) reparei que as pernas de fora estavam sendo recorrentes nas coleções. Eu gosto de tudo que alonga a silhueta, ou seja, modelagens mais secas, looks monocromáticos, calçados da mesma cor da calça ou que deixem o peito do pé livre e, no calor do Rio de Janeiro, não teria como descartar o short curto com o blusa comprida, também conhecido como Trouserless (ou, sem calça em bom português rs). Acredito que tem tudo a ver com a nossa moda. Na minha opinião, pra quem sabe usar fica bem elegante com as pernas alongadas e aquele ar despojado de carioca.

Acho que a vulgaridade só vem quando a pessoa perde a noção do seu corpo e coloca o short muito apertado e curto para o tamanho da sua perna. É preciso ficar atento e perceber, com o auxílio do espelho, até aonde a gente pode ir.  De resto é ser feliz e mostrar as pernas ;p

Créditos: Fotos

Salto mais resistente e mais leve através do biomimetismo

Quem já passou pela incômoda situação de quebrar o salto do sapato? Pois é, eu nunca mas imagino ser bem chato! Mas é pra isso que os designers estudam: para entender a necessidade e aprimorar o produto. E foi pensando nisso que a designer holandesa Marieka Ratsma e a arquiteta americana Kostika Spaho desenvolveram um projeto. Elas estudaram os pássaros e a estrutura óssea que o crânio deles possui, para criar a resistência perfeita e o menor peso possível para um sapato de salto alto.

Além de lindo, o design lembra os sapatos do Alexander McQueen. Mas não é coincidência. Ele realmente foi inspirado nos sapatos da coleção de Verão 2010 do estilista, mais precisamente na ankle boot de engrenagens, como vemos no projeto.

Essa técnica, de estudar a natureza para criar formas e estruturas mais eficientes, é muito usada dentro do design e se chama biomimetismo (a palavra significa imitação da vida). Foi através dele que nasceu o velcro, por exemplo, que foi criado em 1914 pelo engenheiro suíço Georges de Mestral observando as sementes de arctium que grudavam nos pelos do seu cachorro. Al[em do maiô de natação inspirado na escama dos peixes, as tintas que repelem a água baseado na flor de lótus e até o projeto de uma carioca, a Juliana Ribas Chaves, que está estudando o processo de enzima e o catalizador que o possibilita ao vaga-lume brilhar para aplicar em roupas esportivas.

E esse é só o começo, a partir de agora vai ser possível aprimorar a ideia até que esse salto mais resistente e leve possa chegar nas lojas e então nas nossas casas.

Sumemo no Privalia

Quem não tem conta, corre pra fazer uma no Privalia e participar dessa promoção da Sumemo! As camisas da marca estão custando em média 35 reais e entre elas, mangas de recorte bicolor (bem anos 90), estampas de caveiras, cruzes, soco inglês e até essa no estilo motorheard. O único problema é que demora um pouquinho até chegar, as entregas estão programadas entre 05 e 10 de setembro. Mas vale a pena esperar!

Acessa aqui!

Sorteio Dayrell Acessórios: O Resultado

Enfim saiu o resultado do Sorteio dos Acessórios Dayrell e as sorteadas foram:

Viviane Silveira e Dani Mayumi!

O Sorteio foi realizado através de lista com as participantes que curtiram as fotos na ordem que estava no facebook na hora que terminou o prazo para inscrições e os números estipulados pelo site Sorteador.

Entraremos em contato.

Por que não repetir roupa?

Esses dias conheci o Cool Culture. Blog direcionado ao público masculino, que me chamou atenção por um post específico: O que leva uma pessoa a não querer repetir roupa? Sempre fui do clube que evita ao máximo repetir roupas. Evitava por achar um exercício divertido e criativo ter que olhar todo dia pro meu guarda-roupas de uma maneira diferente. Até que comprei uma camisa do AC/DC. Não sou extremamente fã da banda, mas o conforto que sinto usando essa camisa faz com que ela seja uma das minhas preferidas. E por que não repetir? Acho que já fiz todas as combinações possíveis com ela no meu guarda roupas, mas quando estou afim de estar confortável e feliz com o que estou vestindo, estou com ela e um short vermelho.

Vejo essa mania de não repetir roupas nascer com raízes da moda, que surgiu com os burgueses querendo imitar as vestes dos nobres e com isso demonstrar equivalente poder social e aquisitivo. E se alguém realmente tem poder aquisitivo, consegue renovar seu guarda-roupas de maneira frequente. Mas com o passar do tempo, surgiu a vontade de individualizar, de expressar e reivindicar através do vestuário e essa ideia de não repetir roupa não cabe mais. Nada mais expressivo para formar identidade do que uma roupa repetida. Já viu Super-Homem fazendo look do dia?

Por isso que acho que até podemos usar a moda para nos reinventar sim, mas sem preconceitos com a roupa repetida.