Arquivo

Moda

Posts em Moda.

Sorteio Dayrell Bijoux

Entrando nesse clima de releituras de caveiras e rock, a Fabiana Dayrell, da Dayrell Acessórios faz trabalhos bem bacanas com esses elementos e enviou dois kits para sortear entre as leitoras do blog. Ela é formada em direito mas começou a produzir acessórios que fizeram sucesso entre as amigas e hoje em dia as suas peças são revendidas em várias redes de lojas do Rio de Janeiro como Farm, Maria Filo, Enjoy, Wollner, Agatha, Uncle K dentre outras.

Ela diz que no seu processo de criação adora misturar materiais deferentes e contrastar elementos que podem ser pesados com uma proposta leve e divertida. Como no caso das cruzes e caveiras, que poderiam dar um ar sóbrio e austero à peça, mas que procura fazer de uma forma divertida.

Para concorrer você deve:

– Curtir a página da Dayrell Bijoux no Facebook
– Curtir a página do Paris das Maravilhas no Facebook
– E curtir as seguintes fotos:
Kit Brinco e Colar
Kit Pulseiras

O resultado acontece no dia 28 30 de abril de 2012

Boa sorte a todos (:

A história das caveiras e o rock dos anos 60

Se hoje adoramos qualquer acessório ou estampa de caveiras só por simpatia, no começo ela já significou muita coisa. E foi com a ascensão das bandas de rock dos anos 60 que surgiu a necessidade de uma identidade visual para aquele novo gênero que despontava; e os publicitários, fotógrafos, designers, ilustradores e toda a galera responsável por essa área começou a pesquisar o que poderia traduzir aquele novo som.

Foi então que uma caveira estampou o primeiro álbum da banda Grateful Dead (que até hoje é o seu rótulo), em 1965, com um sorriso desafiador e de deboche, comum às caveiras. Pronto, foi encontrado o melhor símbolo para o rock. Representando o exagero, o negativo, o perigo e a rebeldia, se encaixando perfeitamente com o inconformismo expresso na música.

Antes a caveira sobreposta a dois ossos era estampada em materiais nocivos ou venenosos. Era símbolo de força e coragem quando os vikings e os lombardos serviam o crânio dos inimigos mortos em combate para se vangloriar. A Jolly Roger (bandeira) dos Piratas Caribenhos mostrava o perigo real e mortífero da tripulação. Mas o significado mais bacana que quase ninguém percebe é que o crânio que vemos na caveira, é parte do esqueleto humano, representando àquilo que é imperceptível aos nossos olhos, a alma.

E daí vem grande parte da ideologia do rock: a possibilidade de mudança, de virar tudo pelo avesso e criar uma nova ordem mundial diferente da vivida na atualidade. Além do sarcasmo no sorriso constante da imagem, da simbologia do perigo e da rebeldia, há a manifestação de contracultura.

Agora fica mais explicado porque temos verdadeira paixão por esse aglomerado de ossos, não? E o legal é que a ideia se espalhou tanto que encontramos no mercado caveiras de todos os estilos para todos os gostos.

O volume das Estampas com Alexa Chung para Vero Moda

Já está no nosso inconsciente que a estampa causa volume. Mas quando paramos para reparar a história não é bem assim. Além de levar em consideração (principalmente) a modelagem, precisamos entender de que tipo de estampa estamos falando. Na coleção da Alexa Chung para a Vero Moda, vemos exemplos de estampas contrastantes, grandes e harmônicas e podemos notar a diferença no resultado que elas causam. As com temas maiores e/ou mais contrastantes causam maior peso visual e chamam mais atenção do que as de temas menores e de cores mais harmônicas.

Isso acontece porque quando observamos alguma imagem, estabelecemos comparações com o que temos guardado na memória do que já vimos. E os contrastes e grandes imagens em uma estampa vão formar no nosso cérebro a imagem de algo grande, espaçoso, mesmo que este espaço seja o mesmo ocupado pela estampa menor.

E sabendo disso, podemos usar ao nosso favor valorizando as áreas que nos interessam para disfarçar as que não. Como quem tem quadril largo pode investir em uma estampa mais volumosa em cima para neutralizar a parte de baixo e o inverso para quem tem ombros largos, que é o meu caso. Uma dica bem legal pra quem quer misturar estampas mas nao sabe como lidar com o volume proporcionado por elas, nao?

Beijos :*

Aprendendo a desenhar desenhando

Desenhar nunca foi o meu forte, ao contrário do que podem pensar de uma pessoa que gosta de moda. Rabiscava uma coisa ou outra pegando referências de fotos, mas nunca me incomodei por não conseguir fazer um retrato realista, por nao saber muito bem questões de luz e sombra e absolutamente nada de proporções além do bom senso. Só que desenho é matéria obrigatória na faculdade de moda, e não satisfeita, ainda resolvi me arriscar na área de artes e, de repente, você se vê obrigada a praticar cada vez mais. Depois daquele susto das primeiras aulas não é difícil você percebe que se aprende a desenhar desenhando! Não, não é dom ou poder sobrenatural. Algumas pessoas podem ter mais facilidade, mas isso não te torna menos capaz. Desenhar é prática e existem vários exercícios para melhorar nossos traços.

drawing

 

Percebendo as formas

No livro Desenhando com o lado direito do cérebroBetty Edwards diz que desenhar não é uma questão de coordenação motora, mas sim de percepção de formas *. Ela fala que uma pessoa que consegue escrever o nome, tem coordenação motora suficiente para desenhar. Para treinar essa percepção de formas, um exercício que fazemos é analisar fotos e tentar reproduzi-las traçando parte por parte do corpo. Com isso, você começa a ver que o pescoço não faz uma linha contínua com os ombros, mas que entre eles tem o trapézio, por exemplo. Ou seja, tente encontrar na imagem que você quer reproduzir formas abstratas que juntas vão formar o total, não tente traçar a imagem com aquilo que nós já conhecemos que o cérebro é mestre em nos enganar.

Geometrizando

Outro exercício legal é geometrizar as imagens. Transformar cada parte da imagem em uma figura geométrica. Todo mundo consegue desenhar um retângulo, por exemplo, e já tendo uma forma como base, fica mais fácil começar a arredondar e chegar à forma real.

comodesenharmao

Imagem: Reprodução

Desenhar sem olhar para o papel

Quando desenhamos olhando muito para o desenho e pouco para a imagem, acabamos nos baseando nos traços já feitos e não na imagem de referência. O segredo é estudar a imagem de referência o máximo o possível para realmente entender como ela funciona e transferir para o papel. Se desafiar a desenhar sem olhar para o papel é uma maneira de treinar o seu cérebro a entender espaços e proporções.

Modelo vivo

Além de trabalhar com fotos, o mais legal é trabalhar com algum modelo vivo. Pode ser uma pessoa, ou uma cadeira, tanto faz, o importante é treinar sua percepção também através do tridimensional. Tente fechar um dos olhos e a sua sensação de tridimensionalidade fica reduzida e é mais fácil perceber as formas.

Desenhar o real

Tudo bem que você pode querer desenhar bonequinhas, ursinhos de pelúcia e personagens de mangá. Mas para treinar proporções é importante desenhar o real para depois, então, poder fazer as suas bonecas de maneira mais harmônica e futuramente, estilizar. Para isso tenha como referência fotografias.

Desenhar muito

Só a prática vai te fazer aprender de fato. Então faça o seu kit de desenho e seja amiga dele. Aconselho folhas chamex, lápis 2B e borracha plástica. O lápis 2B é mais macio, consequentemente, mais fácil para fazer traços leves. Use traços leves e tente não apagar demais. Deixe o traço errado para servir de referência para o próximo certo e depois reforce o traço certo. Limpe o desenho com a borracha plástica que não faz muita sujeira. O papel canson é um pouco mais caro mas, se quiser, ele torna bem mais fácil apagar sem manchar tudo.

*Design Blog – Como aprender a desenhar

Red Hot Chilli Peppers e uma moda mais divertida

Quando ouvi pela primeira vez o novo álbum do Red Hot Chilli Peppers, I’m With YouEthiopia, a quarta música do CD,me provocou uma sensação diferente das outras. Ouçam com atenção antes de ler o restante do post para ver se acontece o mesmo.

[audio:http://parisdm.com/wp-content/uploads/2011/12/04-ethiopia.mp3|titles=ethiopia]

A música segue sempre com os instrumentos e vocal se desencontrando e em um primeiro momento aquilo era incomodo. Continuei ouvindo insistentemente e fui até procurar informações sobre ela. Descobri que se trata de uma viagem que a banda fez à Etiópia, ficaram perdidos e representaram isso com um compasso característico do rock progressivo que dá essa idéia de desarmonia e perda.

De primeira, a música me incomodava, mas agora ela é a minha favorita do álbun o que me fez pensar que o incomodo é apenas uma reação a algo que é novo para você. E que na moda não é diferente. Quem não achou horrível a primeira vez que viu Mary Kate Olsen usando clogs em 2009, O exagero de cores do color blocking, e agora a excentricidade das plataformas que nos opusemos a vida inteira? Mas acabamos vencidos pela insistência e de tanto vermos por aí até achamos divertido usar um New Order esquisito como esses.

E por isso que é legal você se livrar dos pré-conceitos e deixar de admirar só o que é capa da Vogue e o que disseram que é moda e certo. Tanto a moda, quanto a música, quanto qualquer outro tipo de arte é pra ser divertida, transmitir idéias e sentimentos seus e não a cópia de algo que disseram ser tendência.

A diferença entre um Designer de Moda e uma criança brincando de boneca

Apesar de não ser nada fã de novelas, minha mãe é. E inevitavelmente acabo ouvindo meia dúzia de diágologos desses tão famosos folhetins. Mas esses dias, um muito me chamou a atenção. Na novela Fina Estampa, a personagem Vanessa (hostess de um restaurante, interpretada por Milena Toscano), se dizia capaz de desenvolver uma coleção de moda praia para a marca Fio Carioca, baseando-se em um argumento: quando era pequena, desenhava uns vestidos para as suas bonecas. (Assista a cena aqui)

Esse é o maior engano quando falamos de moda. Tratada muito mais como futilidade e hobby do que como profissão, afinal, quem nunca desenhou uns vestidinhos para as suas bonecas quando era pequena? Mas só acredita nisso quem não sabem que, para dar vida à uma coleção, não é só desenhar vestidos em um papel. Sua coleção precisa ser coerente, respeitando a identidade da marca e o perfil do consumidor, escolhidos diante de uma análise afim de saber o que o mercado precisa e do que ele já está saturado. As coleções precisam de um tema, preferencialmente inovador e que desperte o desejo do público alvo em questão. E aí vai mais estudo de comportamento, notícias off fashion, percepção da atualidade e suas novas ideologias. É preciso entender de tecidos, qual o caimento dele, o toque, como vai ser cortado e costurado para obter o volume esperado. O nosso corpo é tridimensional e é um grande erro acreditar que o que fica bem em um desenho vai funcionar nele, entrar nele e respeitar a liberdade dos movimentos, para isso, percepção de modelagem. E nem as cores  são escolhidas aleatoriamente ou de acordo com os lápis aquarela que você não perdeu. Elas vêm baseadas no tema, no que você vai querer transmitir, se há disponibilidade no mercado, quais serão as cores complementares, como elas vão interagir… Sabia que quanto mais colorida uma estampa, mais cara ela se torna? É preciso saber driblar esses empecilhos. Tudo deve ser pensado e analisado. Ou você já faz isso automaticamente quando desenha os vestidos das suas bonecas?

Mochilando

Estando numa fase meio de adaptar a moda ao meu dia a dia, tenho sentido necessidade de uma mochila. Na escola usava bolsa, mas ultimamente quando saio as bolsas têm me incomodado um pouco. Para andar por aí de mãos livres eu tenho duas opções: bolsas transversais ou mochilas. Tenho (quero e gosto seriam mais apropriadas ahahaha) que carregar um monte de tralha, não tem jeito, e as transversais grandes não me pareceram uma boa opção. Sendo assim, estou procurando uma mochila bonitinha para me acompanhar.

[nggallery id=16]

É importante olhar o material. Acho mochilas de nylon com muita cara de colégio então estou preferindo alguma em couro e pano. As de couro tem uma vantagem: facilidade na hora de limpar. Como é uma coisa que você (supostamente) vai usar bastante, vale verificar se a costura é resistente. Uma com bastante compartimentos internos e externos facilitam a vida na hora de separar o celular, a carteira e essas coisas que a gente costuma levar horas procurando.

Encontrei essa e outras (que não pude fotografar!!!) na Zara por 179,90.
E vocês? Gostam, usam/usariam mochila?

Beijos :*

The Colors of Style

The Colors of Style é o livro que ensina basicamente isso: As cores do seu estilo. Li apenas algumas páginas enquanto estava de passagem pela Fnac mas anotei as dicas dele para compartilhar aqui com vocês. Segundo David Zyla (Estilista ganhador de Emmy, destaque em programas de TV e em jornais importantes como New York Times) as cores não são meras coadjuvantes, elas são responsáveis por reivindicar poder, atrair amor, balancear as suas energias e revelar quem você realmente é. Tudo o que a gente mais quer na vida, né? Imagina estarmos perdendo tudo isso só porque não prestamos muita atenção nas cores?

1) Identifique suas verdadeiras cores: Esse processo começa identificando os cinco principais tons da sua paleta: O Essencial, Romântico, Dramático, Enérgico e Tranquilo. E depois acrescentamos os três neutros: Primeira Base (sua versão de preto) Segunda Base (sua versão de marrom) e Terceira Base (sua versão de caqui).

Continue lendo →

Never Land

Se você veste P/36 saiba que tem muito mais opções de roupas do que imagina. Eu sou apaixonada por moda infantil. Não que eu saia de casa com blusa da Barbie e sainha da Polly, mas algumas peças são obviamente mais divertidas, eu adoro! Na hora de uma festa, onde eu posso ousar mais, não penso duas vezes antes de correr pra loja conferir a coleção infantil da Fruto da Imaginação (Mabi vivia usando em Tititi). Para quem veste P/36 as roupas de tamanho 10/12 costumam caber perfeitamente.

Esses dias, passeando pelo shopping me apaixonei por um bolerinho de pelos na vitrine das Lojas Renner e resolvi experimentar. O tamanho 10 ficou perfeito em mim e resolvi trazer. E agora estou de olho nas coleções infantis procurando o que eu posso trazer para o meu guarda roupas.

[nggallery id=15]

Beijos :*

Rock to Night

Eu disse que queria voltar com a tag e voltei. E a primeira dica são as bolsas. Vamos combinar que é um saco carregar bolsa pra balada quando não tem guarda volumes e o melhor a fazer é levar uma bem pequena e de preferência com alça transversal.

Hora de misturar as estampas. A noite todo mundo está mais produzido e em clima de festa, se você não costuma ter muita coragem para arriscar uma mistura de estampas, essa é a hora. Olha que lindo ficou o xadrez misturado com o animal print. Estampado e cor na parte de baixo do look também ficam bem legais.

Continue lendo →

Red Shorts

É claro que você sabe que as calças vermelhas estão com tudo. Eu confesso ser um pouco resistente a essa tendência (vesti e não gostei, sabe?). Mas foi que de repente, me deu um estalo e eu descobri uma maneira de usar todas as roupas sem cor e sem graça do meu guarda roupas: short vermelho!

Sou fã de curtos e de shorts mais ainda. Verão, outono, inverno, primavera… não interessa, estou sempre com eles. E o colorido em baixo dá uma atenção diferente a produção e o comprimento torna a peça mais fácil de ser usada por evitar o excesso de informação.

Continue lendo →

Reasons To Believe II

Depois que publiquei o Reasons To Believe, me lembrei de um post do Oficina de Estilo que eu li bem quando estava comecando com o Paris das Maravilhas.

O Paris não foi o meu primeiro blog, tive vários (mais de seis, com certeza) desde os meus 12 anos de idade. E quando li esse post me perguntei porque eu estava abrindo mais uma vez um blog. Percebi que eu queria um motivo para aprender. Escrever no blog é uma maneira de refletir sobre as coisas que eu leio, que vejo e que penso. Por exemplo, não escrevi o post sobre como encontrar o seu estilo porque eu tenho um estilo legal e é assim que eu faço, escrevi para servir como um guia para mim também. É uma maneira de organizar idéais e compartilhar um truque ou outro que vejo por aí.  Houveram épocas que eu queria atualizar o blog e acabava me entregando a falar de um editorial ou de uma it bag, aquela história de repetir a conversa, mas isso acabava me incomodando e agora, quando não tenho nada para dizer, simplesmente não digo e é assim que a vida segue (:

E vocês? Por que têm um blog?
Beijos :*