Como usar patches sendo uma pessoa Slow Fashion

É assim que as tendências vêm e vão. Em um piscar de olhos. Se você comprou um skort, um sneaker de salto ou um kimono de franjas no ano passado você provavelmente não aguenta mais ver a cara deles. Mas, acontece que, na era dos relacionamentos instantâneos via Tinder, a gente descobriu que a moda é melhor quando vem devagar, slow fashion. Temos outras prioridades na vida e nenhuma delas inclui gastar grande parte do nosso dinheiro em roupas que não duram mais do que uma temporada de Game of Thrones.

patches e slow fashion

E, entendida que a moda é, até a sua mais recente reinvenção, vem disfarçada de amiga. Patches nada mais são do que uma maneira de customizar aquela jaqueta jeans que você já tem no armário.  Ela se transforma em algo novo sem que você precise gastar muito, sem que você polua o meio ambiente com mais um processo de produção, sem que você colabore com trabalho escravo e diversos outros malefícios que a indústria da moda e do consumo podem representar. Mas, por mais disfarçada que essa tendência esteja, ela ainda é uma tendência sim.

E quando a onda dos patches passar? Para onde vai a minha jaqueta maravilhosamente customizada? Voltar a ser o nosso jeans básico, perfeito pra qualquer ocasião, ela não vai. E fica na cabeça aquela dúvida: Será que a gente realmente ama esse rosa pastel ou daqui à alguns meses vamos colocar a mão na testa e nos perguntar o que fizemos quando compramos aquele trench coat tingido com cor de algodão doce?

É muito difícil se entregar às tendências quando você já foi massacrado pro elas: amou, comprou e depois se arrependeu. Sim, a gente fica com o pé atrás, a gente fica na dúvida e sem saber se realmente vale a pena investir em mais uma modinha. Mas, talvez, essa estabilidade que procuramos seja exclusividade de poucas coisas na vida. Nem todo relacionamento é para sempre e nem toda roupa, por mais slow fashion que você possa ser, precisa ser usada eternamente.  Mas o que importa é não se privar por causa daquele frio na barriga que dá quando a gente não sabe o que pode acontecer. Quando a gente não sabe se a jaqueta vai ser usada por 3 meses ou 3 anos. Ou se o boy do tinder vai render namoro ou só uma pegação. Consumo consciente está muito mais relacionado às nossas intenções de compra, às nossas reflexões e vontades do que se privar de vestir o que gosta. É tudo uma questão de consciência que gera um equilíbrio e evita excessos. Excesso de compra, de gastos, de desperdício…

Comprar roupas vai ser sempre como apostar em uma relação. Algumas vão durar para sempre, outras vão passar rapidinho. E tudo o que a gente precisa é prestar atenção pra saber dosar os nossos limites e não sofrer depois, seja pelo boy ou pela roupa que nunca mais se usou.

Gostou do post? Deixa o seu like na nossa página para não perder mais nadinha! 

comentário(s) via facebookComentário via blog

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *