Hayley Williams se casou, de camiseta

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Imagem: C.Smith/ WENN.com

Lembro até hoje quando eu, com meus 7 anos de idade, não entendia muito bem porque eu não podia ir de sutiã para a escola. Na verdade, nem sei porque eu tinha um sutiã com 7 anos. Mas, provavelmente, foi um pedido insano que eu fiz a minha mãe, ela deve ter achado muito fofinho e me deu. O que esperar de uma geração que foi criada assim, não é mesmo?Eu não via a menor diferença entre aquele top vermelho de renda daquele outro que eu usava na praia. Ou daquele coloridinho que eu tinha para coreografar as músicas do É o Tchan. Pra mim, tudo o que uma roupa precisava fazer era cobrir os meus seios e isso o sutiã já fazia.

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O vestido de noiva de Hayley / Imagem: yelyahwilliams._

E foi não entendendo muito bem a diferença entre um sutiã, um biquini e um top que certo dia, algum que tinha aula de natação na escola, eu não vi o menor problema em colocar a minha lingerie para dar uma volta. Minhas amigas me chamaram de louca, todo mundo ficou olhando e eu nem me lembro como terminou essa história. Mas sei que foi aí que entendi que, de alguma forma, não é a função que importa, mas a conotação.

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De camiseta a gente é mais feliz / Imagem: yelyahwilliams._

Parece que eu não fui a única nessa geração a me incomodar com essas regras e, parece que agora estamos todos nos questionando e unindo forças pra mudar essas ideias que não casam com as nossas. Não somos obrigadas a usar salto no tapete vermelho, e podemos usar sim um creeper na Casa Branca. E, por que não casar de camiseta? Não, ela não abriu mão de entrar na igreja com um vestido de noiva, lindo e cheio de organza. Mas foi na festa, com uma camiseta e uma simples saia listrada que ela se divertiu mais, tirou mais fotos, cortou e pode trocar bolo na cara com o seu marido Chad, nome que estampou na camiseta. Muito mais leve e despreocupante do que se desesperar com a possibilidade de sujar e manchar um vestido de noiva.

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