Kilo Kish: 5 perguntas para você refletir sobre a vida

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Eu queria falar sobre o estilo dela, sobre as roupas maravilhosas, o cabelo deslumbrante, o tom de voz doce e o fato dela ter lançado a sua própria gravadora. E já seria novidade porque, quantas vezes você ouviu falar de uma menina negra que tem conquista esse espaço? O Jota C Ângelo, do Último Black Power, já falou bastante sobre o estilo dela, inclusive. Mas, conhecendo um pouco mais sobre a Kilo Kish, eu percebi que não é só isso que ela quer que você conheça sobre ela. Kilo Kish parece ter sido o tipo de criança curiosa, que sempre pergunta o porquê e que perdia o sono depois de deitar na cama se questionando sobre a vida. Acontece que ela encontrou na música uma brecha pra compartilhar com o mundo as suas dúvidas e fazer a gente pensar um pouco sobre a sociedade que a gente constói todos os dias e, no seu album mais recente, ela se permitiu jogar todos esses questinamentos. Mais precisamente na música Existential Crisis Hour!

Os meus objetivos são necessários ou eles servem apenas para passar o tempo numa existência que foge ao meu controle?

Muitas vezes parece que existe um botão que ligamos e ativamos o automático. Na escola, na faculdade, no trabalho, em casa. É uma maneira de encarar a rotina com mais facilidade mas, será que os seus objetivos de vida estão nessa rotina? E os seus objetivos são necessários, eles têm algum impacto a longo prazo ou eles são apenas uma maneira de se distrair e passar o tempo enquanto estamos vivos? Você é feliz com eles?

Se eu estou no meu corpo e você no seu e não existe maneira de trocarmos, como podemos verdadeiramente estarmos juntos?

Nunca é possível estar plenamente junto, você tem do outro aquilo que ele permite e compartilha com você e vice-versa. Você ama aquilo que você conhece de outra pessoa e, outras pessoas, amam aquilo que conhecem de você. Estar junto é algo extremamente relativo e, infelizmente, muito limitado.

Será que eu vou ser capaz de me ver da maneira que os outros me vêem?

Por mais que a tecnologia nos dê recursos para que a gente se veja com mais espontaneidade e facilidade, nunca vamos conseguir nos ver da mesma maneira que os outros nos vêem. A experiência de cada um é sempre única e não tem como enxergar o mundo com outros olhos que não os seus e com a sua experiência de vida. E, falando nisso, sabendo que cada experiência e cada ponto de vista são únicos, você faz bom uso de ser você mesmo?

Você vai me julgar por perguntar? Eu devo me importar?

Todos sempre estão sujeitos a serem julgados e, quanto maior a exposição maior a probabilidade de julgamentos. É natural do ser humano julgar mas também é natural do ser humano pensar e analisar se é realmente necessário fazer esse tipo de deliberação. E, já que é algo que foge ao nosso controle e é algo inevitável, será que devemos nos importar?

Até onde os meus preconceitos me limitam?

Se apegar a pré-conceitos acaba sendo uma maneira de criar barreiras para sí próprio. Quantas coisas você já deixou de experimentar por acha que já tinha uma opinião formada sobre aquilo?

Dá pra ouvir e pirar em todo o album da Kilo Kish pelo Spotify

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