O volume das Estampas com Alexa Chung para Vero Moda

Já está no nosso inconsciente que a estampa causa volume. Mas quando paramos para reparar a história não é bem assim. Além de levar em consideração (principalmente) a modelagem, precisamos entender de que tipo de estampa estamos falando. Na coleção da Alexa Chung para a Vero Moda, vemos exemplos de estampas contrastantes, grandes e harmônicas e podemos notar a diferença no resultado que elas causam. As com temas maiores e/ou mais contrastantes causam maior peso visual e chamam mais atenção do que as de temas menores e de cores mais harmônicas.

Isso acontece porque quando observamos alguma imagem, estabelecemos comparações com o que temos guardado na memória do que já vimos. E os contrastes e grandes imagens em uma estampa vão formar no nosso cérebro a imagem de algo grande, espaçoso, mesmo que este espaço seja o mesmo ocupado pela estampa menor.

E sabendo disso, podemos usar ao nosso favor valorizando as áreas que nos interessam para disfarçar as que não. Como quem tem quadril largo pode investir em uma estampa mais volumosa em cima para neutralizar a parte de baixo e o inverso para quem tem ombros largos, que é o meu caso. Uma dica bem legal pra quem quer misturar estampas mas nao sabe como lidar com o volume proporcionado por elas, nao?

Beijos :*


Aprendendo a desenhar desenhando

Ao contrário do que podem pensar de uma pessoa que gosta de moda, nunca fui muito de desenhar. Rabiscava uma coisa ou outra sem muito sentido, mas nunca me incomodei por não conseguir fazer um cubo muito certinho rs. Só que desenho é matéria obrigatória na faculdade de moda e de repente você se vê obrigada a pratica-lo. E depois daquele susto das primeiras aulas você percebe que se aprende a desenhar desenhando! Não é dom ou poder supernatural. Algumas pessoas podem ter mais facilidade, mas isso não te torna menos capaz. Desenhar é prática e existem vários exercícios para melhorar nossos traços.

Percebendo as formas

No livro Desenhando com o lado direito do cérebro, da autora Betty Edwards, diz que desenhar não é uma questão de coordenação motora, mas sim de percepção de formas (*). Ela diz que uma pessoa que consegue escrever o nome, tem coordenação motora suficiente para desenhar. Para treinar essa percepção de formas, um exercício que fazemos é analisar fotos e tentar reproduzi-las traçando parte por parte do corpo. Com isso, você começa a ver que o pescoço não faz uma linha contínua com os ombros, mas que entre eles tem o trapézio, por exemplo.

Geometrizando

Outro exercício legal é geometrizar as imagens. Transformar cada parte da imagem em uma figura geométrica. Todo mundo consegue desenhar um retângulo, por exemplo, e já tendo uma forma como base, fica mais fácil começar a arredondar e chegar à forma real.

Desenhe sem olhar para o papel

Quando desenhamos olhando muito para o desenho e pouco para a imagem, acabamos nos baseando nos traços já feitos e não na imagem de referência. O segredo é estudar a imagem de referência o máximo o possível para realmente entender como ela funciona e transferir para o papel.

Modelo vivo

Além de trabalhar com fotos, o mais legal é trabalhar com algum modelo vivo. Pode ser uma pessoa, ou uma cadeira, tanto faz, o importante é treinar sua percepção também através do tridimensional.

Desenhe o real

Tudo bem que você pode querer desenhar bonequinhas, ursinhos de pelúcia e personagens de mangá. Mas para treinar proporções é importante desenhar o real para depois, então, poder fazer as suas bonecas de maneira mais harmônica e futuramente, estilizar. Para isso tenha como referência imagens de revistas ou editoriais na internet mesmo.

Desenhe muito

Só a prática vai te fazer aprender de fato. Então faça o seu kit de desenho e seja amiga dele. Aconselho folhas chamex, lápis 2B e borracha plástica. O lápis 2B é mais macio, consequentemente, mais fácil para fazer traços leves. Use traços leves e tente não apagar demais. Deixe o traço errado para servir de referência para o próximo certo e depois reforce o traço certo. Limpe o desenho com a borracha plástica que não faz muita sujeira. O papel canson é um pouco mais caro, mas se quiser ele torna bem mais fácil apagar sem manchar tudo.

*Design Blog – Como aprender a desenhar


Blog de layout (meio) novo

Alguns já devem ter ouvido falar sobre o concurso Estácio/IZA/Is Fashion Mag que premiou os melhores blogs de moda do país. E entre os 10 primeiros colocados, junto com Garotas Estúpidas, Modices (♥), GWS, Achados da Bia, My Little Ice Cream e Um Ano sem Zara, estava o ParisDM. Sim, o meu Paris das Maravilhas considerado um dos 10 melhores blogs de moda do país. Podia ter notícia melhor?

E além disso, adorei conhecer outros blogs ótimos como o We Fashion You, Ana Mappe e Sem Paletó. Nem preciso dizer que essa notícia me deu força total para mudar o layout (com o desenho do header feito por mim,  gostaram?) e voltar com as atualizações de vez. E para quem está chegando por aqui agora, eu atualizei a página relacionada ao blog para entenderem certinho como funciona. Passa lá.

Beijos :*


Red Hot Chilli Peppers e uma moda mais divertida

Quando ouvi pela primeira vez o novo álbum do Red Hot Chilli Peppers, I’m With YouEthiopia, a quarta música do CD,me provocou uma sensação diferente das outras. Ouçam com atenção antes de ler o restante do post para ver se acontece o mesmo.

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A música segue sempre com os instrumentos e vocal se desencontrando e em um primeiro momento aquilo era incomodo. Continuei ouvindo insistentemente e fui até procurar informações sobre ela. Descobri que se trata de uma viagem que a banda fez à Etiópia, ficaram perdidos e representaram isso com um compasso característico do rock progressivo que dá essa idéia de desarmonia e perda.

De primeira, a música me incomodava, mas agora ela é a minha favorita do álbun o que me fez pensar que o incomodo é apenas uma reação a algo que é novo para você. E que na moda não é diferente. Quem não achou horrível a primeira vez que viu Mary Kate Olsen usando clogs em 2009, O exagero de cores do color blocking, e agora a excentricidade das plataformas que nos opusemos a vida inteira? Mas acabamos vencidos pela insistência e de tanto vermos por aí até achamos divertido usar um New Order esquisito como esses.

E por isso que é legal você se livrar dos pré-conceitos e deixar de admirar só o que é capa da Vogue e o que disseram que é moda e certo. Tanto a moda, quanto a música, quanto qualquer outro tipo de arte é pra ser divertida, transmitir idéias e sentimentos seus e não a cópia de algo que disseram ser tendência.


A diferença entre um Designer de Moda e uma criança brincando de boneca

Apesar de não ser nada fã de novelas, minha mãe é. E inevitavelmente acabo ouvindo meia dúzia de diágologos desses tão famosos folhetins. Mas esses dias, um muito me chamou a atenção. Na novela Fina Estampa, a personagem Vanessa (hostess de um restaurante, interpretada por Milena Toscano), se dizia capaz de desenvolver uma coleção de moda praia para a marca Fio Carioca, baseando-se em um argumento: quando era pequena, desenhava uns vestidos para as suas bonecas. (Assista a cena aqui)

Esse é o maior engano quando falamos de moda. Tratada muito mais como futilidade e hobby do que como profissão, afinal, quem nunca desenhou uns vestidinhos para as suas bonecas quando era pequena? Mas só acredita nisso quem não sabem que, para dar vida à uma coleção, não é só desenhar vestidos em um papel. Sua coleção precisa ser coerente, respeitando a identidade da marca e o perfil do consumidor, escolhidos diante de uma análise afim de saber o que o mercado precisa e do que ele já está saturado. As coleções precisam de um tema, preferencialmente inovador e que desperte o desejo do público alvo em questão. E aí vai mais estudo de comportamento, notícias off fashion, percepção da atualidade e suas novas ideologias. É preciso entender de tecidos, qual o caimento dele, o toque, como vai ser cortado e costurado para obter o volume esperado. O nosso corpo é tridimensional e é um grande erro acreditar que o que fica bem em um desenho vai funcionar nele, entrar nele e respeitar a liberdade dos movimentos, para isso, percepção de modelagem. E nem as cores  são escolhidas aleatoriamente ou de acordo com os lápis aquarela que você não perdeu. Elas vêm baseadas no tema, no que você vai querer transmitir, se há disponibilidade no mercado, quais serão as cores complementares, como elas vão interagir… Sabia que quanto mais colorida uma estampa, mais cara ela se torna? É preciso saber driblar esses empecilhos. Tudo deve ser pensado e analisado. Ou você já faz isso automaticamente quando desenha os vestidos das suas bonecas?