The Colors of Style
The Colors of Style é o livro que ensina basicamente isso: As cores do seu estilo. Li apenas algumas páginas enquanto estava de passagem pela Fnac mas anotei as dicas dele para compartilhar aqui com vocês. Segundo David Zyla (Estilista ganhador de Emmy, destaque em programas de TV e em jornais importantes como New York Times) as cores não são meras coadjuvantes, elas são responsáveis por reivindicar poder, atrair amor, balancear as suas energias e revelar quem você realmente é. Tudo o que a gente mais quer na vida, né? Imagina estarmos perdendo tudo isso só porque não prestamos muita atenção nas cores?
1) Identifique suas verdadeiras cores: Esse processo começa identificando os cinco principais tons da sua paleta: O Essencial, Romântico, Dramático, Enérgico e Tranquilo. E depois acrescentamos os três neutros: Primeira Base (sua versão de preto) Segunda Base (sua versão de marrom) e Terceira Base (sua versão de caqui).
Reasons To Believe II
Depois que publiquei o Reasons To Believe, me lembrei de um post do Oficina de Estilo que eu li bem quando estava comecando com o Paris das Maravilhas.
O Paris não foi o meu primeiro blog, tive vários (mais de seis, com certeza) desde os meus 12 anos de idade. E quando li esse post me perguntei porque eu estava abrindo mais uma vez um blog. Percebi que eu queria um motivo para aprender. Escrever no blog é uma maneira de refletir sobre as coisas que eu leio, que vejo e que penso. Por exemplo, não escrevi o post sobre como encontrar o seu estilo porque eu tenho um estilo legal e é assim que eu faço, escrevi para servir como um guia para mim também. É uma maneira de organizar idéais e compartilhar um truque ou outro que vejo por aí. Houveram épocas que eu queria atualizar o blog e acabava me entregando a falar de um editorial ou de uma it bag, aquela história de repetir a conversa, mas isso acabava me incomodando e agora, quando não tenho nada para dizer, simplesmente não digo e é assim que a vida segue (:
E vocês? Por que têm um blog?
Beijos :*
Reasons To Believe
A blogsfera tá tensa. Blogueiro agora é termo pejorativo e parece que uma coisa que antes era livre e descontraída agora se encontra cercada de regras e descrenças. Simpliesmente porque todo mundo faz blog, inclusive quem não tem o que falar. E na busca de atualizações frequentes e uma graninha extra, rola elogios para marcas e produtos que não o merecem, Look do Dia nada inspirador entre outras baboseiras.
Mas graças a Deus existe o Alt+F4 para esses blogs e o Ctrl+D (adicionar aos favoritos no Chrome) para os blogs realmente criativos e com conteúdo. Por isso que eu vim aqui mostrar pra vocês os blogs que eu conheci mais recentemente que são a razão para acreditar que a blogsfera não está perdida.
Express Your Fashion

Depois de passar algum tempinho procurando o significado de estilo nos dicionários online, percebi que é tão dificil definir o que é estilo que nem mesmo o dicionário se atreve. Na minha concepção pessoas estilosas usam o que usam e ponto. Podem tanto achar que é a melhor produção do mundo quanto que está tudo errado, mas elas se sentem tão bem e acreditam tanto naquilo que vestem que todo mundo se convence (eu costumava pensar que elas sempre amam tudo o que estão vestindo, agora não acredito mais). E para que isso aconteça, elas geralmente têm um campo de determinadas coisas que gostam e usam e é nesse campo que se baseia o seu estilo. Tem gente que já nasce com essa função no automático, mas para outras esse é um caminho mais pensado, que vai se encontrando com o tempo. Existem algumas dicas que podem ajudar com esse processo. Andei lendo no Harper’s Bazaar Great Style (meu livro amado de cabeceira) e eu vim aqui compartilhar com vocês dando meus pitacos também.

A Thereza já deu a dica e eu vou repetir: encontre uma assinatura e acredite nela (1). Essa assinatura deve ser atemporal para você, uma coisa que você goste tanto que independente da última tendência você vai usar. Procure lembrar das coisas que gosta desde a infância. Se gosta dela até agora é provável que não deixe de gostar nunca mais. Também pode ser um corte de cabelo (apesar de que é só Anna Wintor consegue eternizar um corte, né?), um formato de óculos, um modelo de chapéu ou de calçado…
Mas nem só de roupas se faz um estilo. Encontre seu estilo nas músicas, filmes e livros que costuma consumir (2). Você com certeza vai perceber algo de comum entre eles e achar a sua vibe.
Falei aqui que não tem problema usar uma só marca da cabeça aos pés quando ela condiz com o seu estilo, mas como o nosso intuito é justamente encontrar seu estilo essa é uma situação que é melhor evitar. Sinta se livre para misturar, melhor dizendo, misture (3)! Não se prenda a um estilo ou a um estilista. E divertir-se com as tendências é fundamental, mas sem a pressão de ter que usa-las. Se não tem segurança para usar, não use e prefira algo mais simples a princípio. Os acessórios são ótimos nessa hora. Mesmo com uma regatinha branca e short jeans você consegue demonstrar seu estilo com eles.
Agora o mais importante: experimente muito na frente do seu espelho (4), veja, leia, procure saber. Tire um dia para ver todas as roupas do seu armário e tente usa-las de uma maneira que você nunca tenha usado, não custa nada tentar. Esse é o momento de fugir do tradicional, fazer o inesperado, de misturar cores, texturas e jeitos. Fotografe os que mais gostar e guarde para usar depois. (Arrumar o guarda roupas também é necessário, mas isso é assunto para outro post)
Mas toda essa brincadeira não funciona sem auto confiança, sem isso não há estilo que sobreviva. Sinta-se bem com a sua mente para sentir-se bem com as suas roupas. Como disse Diane von Furstenberg “If you look more confident, you look more beautiful”
Beijos :*
Ps.: A Camila do Garotas Estúpidas também deu dicas para encontrar o seu estilo. Clica aqui pra ver!
Imagens: Fotosearch e Reprodução
SPFW dos Backstages: Os Micos

Se você é daquelas que acredita que conseguir credencial para a SPFW é entrar em um mar de sonhos, você está parcialmente enganada. Por trás de todo o glamour e badalação ainda rola falta de organização, falta de educação e descaso, tanto da produção do evento quanto de alguns jornalistas (nem sei se posso colocar no plural já que só uma pessoa foi bem mal educada comigo, como eu já falei aqui). Quer saber melhor do que eu estou falando? Então vem cá que eu vou contar pra vocês as confusões que tornam o evento um pouco mais estressaste do que deveria ser.

Imaginem uma pessoa, atordoada depois de cinco dias de trabalho insano, deixar seu equipamento na mesa, virar para pegar um pãozinho e quando voltar sua câmera de 20mil reais não está mais lá? Já pode se jogar no Tietê? A assessora ainda vira e fala:“Ninguém mandou você dar mole.” Pra mim, dar mole é andar no Saara falando no iphone, mostrando seu rolex, com a carteira Victor Hugo fugindo do bolso da sua calça Diesel em época de natal. O pior é que depois de tudo, ninguém realmente podia fazer nada já que um lugar com tantos objetos de valor não tem uma câmera de segurança. A gente só pode concluir que quem roubou era do ramo, afinal que ser mortal roubaria uma coisa que ele nem sabe usar? Seria tipo o Caio Braz roubar uma buceta, “Ai cacete, o que eu vou fazer com isso???” como ele disse. MUITOS RISOS NESSE MOMENTO!
Como eu contei aqui, outro problema eram os lugares, a internet e as cadeiras. Não tinha cadeira suficiente para todo mundo e quem chegava cedo para reservar os lugares, não podia pegar cadeira de outra bancada. Os fotógrafos sentavam em suas escadinhas e quem não tinha mais o que fazer, sentava no chão. Mas acabava que essa regra só se aplicava a quem chegava cedo mesmo, que depois que a sala de imprensa já estava cheia, era um tal de catar cadeira da mesa ao lado que não está no gibi.
No SPFW, diferente do Fashion Rio, é impossível entrar em um desfile apenas com a sua credencial. Só entra quem tem convite e a imprensa (que não foi convidada, claro) assiste na TV da sala mesmo. Com a credencial seria possível entrar em todos os lounges da bienal, coisa que também não acontecia, seguranças barravam a nossa entrada sem nenhum critério. Proibiam até mesmo a entrada em lounges que já tínhamos entrado mais cedo.

Outra confusão era a entrada nos backstages. Os veículos mais importantes tinham prioridade na hora de entrar e ficava-se horas aguardando na fila para, as vezes, não conseguir acesso nem às araras. Agora imaginem alguém ter que escrever um resenha sobre um desfile, sem ver a roupa na passarela, e nem no backstage? A saída era apelar para a telepatia e se basear no que foi visto pela televisão mesmo.

E por último, em pleno século 21 um veículo proibiu a utilização das suas fotos mesmo com os devidos créditos. Um censura sem o menor cabimento já que tratava-se de publicidade gratuita do seu trabalho. E o pior de tudo foi só avisar aos usuários depois de três dias de evento, quando as fotos de dezenas de desfiles já estavam no ar e mesmo assim ameaçar de processo jurídico quem não as tirassem das páginas.
Mas fiquem tranquilas, que eu não vou acabar com o sonho de vocês. O próximo post vai ser de como o SPFW pode ser incrível apesar desses babadinho.
Esperem aí! (;
PS.: Esse post é dedicado ao Marcio Aurélio Lima que me dá todo um incentivo para transformar o Paris das Maravilhas em um blog de babados do mundo da moda. ahahahaha
Imagens: AgNews, Charles Naseh para Chic e Marcia Mesquita.



