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A história das caveiras e o rock dos anos 60

Se hoje adoramos qualquer acessório ou estampa de caveiras só por simpatia, no começo ela já significou muita coisa. E foi com a ascensão das bandas de rock dos anos 60 que surgiu a necessidade de uma identidade visual para aquele novo gênero que despontava; e os publicitários, fotógrafos, designers, ilustradores e toda a galera responsável por essa área começou a pesquisar o que poderia traduzir aquele novo som.

Foi então que uma caveira estampou o primeiro álbum da banda Grateful Dead (que até hoje é o seu rótulo), em 1965, com um sorriso desafiador e de deboche, comum às caveiras. Pronto, foi encontrado o melhor símbolo para o rock. Representando o exagero, o negativo, o perigo e a rebeldia, se encaixando perfeitamente com o inconformismo expresso na música.

Antes a caveira sobreposta a dois ossos era estampada em materiais nocivos ou venenosos. Era símbolo de força e coragem quando os vikings e os lombardos serviam o crânio dos inimigos mortos em combate para se vangloriar. A Jolly Roger (bandeira) dos Piratas Caribenhos mostrava o perigo real e mortífero da tripulação. Mas o significado mais bacana que quase ninguém percebe é que o crânio que vemos na caveira, é parte do esqueleto humano, representando àquilo que é imperceptível aos nossos olhos, a alma.

E daí vem grande parte da ideologia do rock: a possibilidade de mudança, de virar tudo pelo avesso e criar uma nova ordem mundial diferente da vivida na atualidade. Além do sarcasmo no sorriso constante da imagem, da simbologia do perigo e da rebeldia, há a manifestação de contracultura.

Agora fica mais explicado porque temos verdadeira paixão por esse aglomerado de ossos, não? E o legal é que a ideia se espalhou tanto que encontramos no mercado caveiras de todos os estilos para todos os gostos.